O Observatório do Trabalho de Minas Gerais em parceria com Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese, elaborou um boletim que tem por objetivo analisar a evolução do fenômeno da desproteção no mercado de trabalho de Minas Gerais, nas fases pré, durante e pós pandemia, e descrever o perfil e as condições de trabalho das pessoas ocupadas neste tipo de inserção, numa perspectiva comparada entre os sexos.

Os dados utilizados foram da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PnadC Trimestral), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados são referentes a: 2019 a 2021

Principais achados encontrados:

  • As mulheres mineiras, em face aos homens, estiveram presentes em menor proporção nas ocupações, foram bem mais representativas fora da força de trabalho e apresentaram maiores taxas de desemprego;
  • A recessão econômica e a pandemia do coronavírus impactaram da mesma forma os homens e mulheres mineiros na força de trabalho;
  • No quarto trimestre de 2021, haviam 4.127.529 pessoas ocupadas em trabalho desprotegido, em Minas Gerais, o equivalente a 40% do total de ocupados;
  • Em relação aos grupamentos ocupacionais, observa-se que os homens mineiros ocupados em trabalho desprotegido eram, em sua maioria, profissionais de ocupações elementares; trabalhadores qualificados, operários e artesões da construção etc; e trabalhadores qualificados da agropecuária, florestais, da caça e da pesca;
  • As mulheres, por sua vez, eram mais frequentes como trabalhadoras dos serviços, vendedoras dos comércios e mercados; profissionais de ocupações elementares; e profissionais das ciências e intelectuais. Durante a pandemia houve aumento em ocupações elementares.

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